Pet não é presente!

Ninguém sabe dizer o número certo, mas é fato que depois de festas tradicionais como páscoa, natal e dia das crianças aumenta muito o número de pet abandonado nas clínicas, parques, ruas e abrigos.

São diversos os motivos para o aumento deste número. Muitas pessoas abandonam, por exemplo, porque viajam muito e se esquecem que podem hospedar seus pets na casa de um profissional que oferecerá todos os cuidados necessários ao pet.

pet abandonado

São vários os motivos para o abandono dos pets

Pressão das crianças para ganharem um pet

Pressionados pelas crianças, muitos pais adquirem filhotes para dar de presente. Têm esperanças de que os animais ensinarão aos filhos a ter mais responsabilidades. Afinal, o compromisso é sempre de que a criança vai incumbir-se de cuidar do animalzinho. A rotina do dia a dia, porém, é diferente. Nem sempre a criança consegue seguir as tarefas. O filhote destrói objetos, suja o tapete da sala e chora no meio da noite. Irritados, pais e mães logo se vêem na compulsão de “livrar-se do intruso”.

Motivos do abandono de pet

Os motivos para o abandono são vários: viagem de férias e ninguém para abrigar o animal, desistência do “brinquedo”, o trabalho gerado pelo animal, uma eventual deficiência física ou doença, problema de comportamento e outros. A primeira tentativa é de passar o problema para frente. Querem doar para o avô, o tio que tem chácara, o porteiro do prédio e, diante da total impossibilidade optam pelo abandono. Que é um crime ambiental federal e principalmente, um crime contra a vida do animal.

Pets acidentados ou filhotes

A maioria dos colegas veterinários têm histórias para contar de ninhadas inteiras abandonadas na porta da clínica; O cãozinho com coleira preso na maçaneta, ou simplesmente largado no interior dos parques.

Os cães, mesmo filhotes, quando são abandonados tendem a seguir seus tutores e muitos acabam atropelados. Gatos também tendem a procurar o caminho de volta para casa, mas costumam morrer no caminho. Abandonados, os gatos crescem, procriam e adoecem, formando colônias em parques e ruas.

pet abandonado morre procurando caminho de casa

Na busca do caminho de casa, muitos gatinhos chegam a morrer

Vida não é brinquedo, animal não é presente!

A solução é a sociedade aderir à guarda responsável. Antes de adotar o animal, tem que conhecer suas necessidades, suas exigências e avaliar se realmente estão aptos a cuidar dele. Só depois de refletir com toda a família, analisando todos os aspectos da vida em comum, é que se deve ir à busca do animal e, se for o caso, realizar a sua esterilização para evitar procriação.

Assim, como não se dá um bebê para alguém, também não se deve dar um animal de presente. Cuidar de um animal deve ser decisão da pessoa ou da família (no caso de uma criança), porque implica em responsabilidades prolongadas, além de gastos financeiros. Além disso, a adoção não deve ser motivada por data comemorativa ou para desenvolver responsabilidade em crianças, mas pela decisão única e consciente de salvar uma vida e integrar um novo membro à família.

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