VOCÊ SABE O QUE OS ANIMAIS PRECISAM PARA TEREM UMA VIDA BOA? PARTE 1

Atualmente nós, médicos veterinários, já sabemos muito acerca do bem estar físico (orgânico) dos animais. Sabemos formular rações com alto índice nutricional, sabemos que precisam de água limpa em quantidade, exercício físico, vacinações, visitas regulares ao médico veterinário (ou, no caso de animais de produção – bovinos, ovinos, etc – de visitas regulares do médico veterinário) e etc. Sim, estes são importantes itens que todos os tutores devem ter em mente se desejam manter seus animais fortes e saudáveis, sendo eles de qualquer espécie animal.

Porém, e quanto à saúde mental de seu companheiro ou de seu rebanho? Você sabe o que eles precisam para serem felizes e satisfazerem suas necessidades psicológicas?

Desde a década de 60 fortificou-se o movimento em defesa do bem estar animal, especialmente na Europa. Este movimento teve seu crescimento impulsionado pelo Brambell Report (HMSO London, ISBN 0 10 850286 4) relatório desenvolvido pelo governo inglês tendo em vista os métodos intensivos de criação de animais de produção. Nessa época (e infelizmente não apenas nessa época), havia na Inglaterra um enorme número de fazendas de produção intensiva, por exemplo de ovos, que mantinham um número gigantesco de aves, para abate e produção de ovos, “acumuladas” em gaiolas minúsculas, ou seja: em terríveis condições de bem estar. Imagino que seriam visões semelhantes às que alguns documentários atuais apresentam (sensacionalistas ou não: papo para outra discussão, muito válida com certeza).

Pois bem, em 1965 o comitê Brambell listou as liberdades que um animal deveria ter, eram elas: “to stand up, lie down, turn around, groom themselfs and stretch their limbs” (de levantar, deitar, se virar, se limpar e esticar seus membros). Ainda bastante vagas. Mas a partir deste momento diversos comitês surgiram na Inglaterra visando o melhoramento e implementação das novas regras.

Então, apenas em 1979 surgiu a famosa lista das cinco liberdades (conhecida como “Five Freedoms”). Lembrando que para essa visão, o bem estar inclui tanto o estado físico quanto o mental, implica em adaptabilidade (“fitness”) e a sensação de bem estar dos animais. Além disso, é ressaltado que qualquer animal que é mantido pelos homens deve, no mínimo, ser protegido de qualquer sofrimento desnecessário.
São elas as famosas cinco liberdades que os animais deveriam ter. Notem que os 3 primeiros itens se referem mais explicitamente ao bem estar físico e os 2 últimos ao bem estar mental.

– “Freedom from hunger and thirst” (liberdade de fome e sede) – através do acesso livre à água limpa e a dieta que mantenha boa saúde e vigor.
– “Freedom from discomfort” (liberdade de desconforto) – fornecendo ambiente apropriado.
– “Freedom from pain, injury, or disease” (liberdade de dor, injúria, ou doença) – através da prevenção ou do pronto diagnóstico e tratamento.
– “Freedom to express normal behavior” (liberdade para expressar comportamento normal) – fornecendo espaço, ambiente e companheirismo.
– “Freedom from fear and distress” (liberdade de medo e experiências mentais conscientes).


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