O que é ansiedade de separação de cachorro?

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Ansiedade de separação de cachorro é um quadro cada vez mais comum. Os animais que estão sofrendo dessa desordem comportamental apresentam sinais físicos, fisiológicos e comportamentais de estresse. Um ponto crucial dessa questão comportamental, porém, é que os pets que estão sofrendo desse problema só mostram esses sinais quando estão sozinhos, sem as pessoas da sua família, ou quando há uma barreira entre o pet e os humanos, por exemplo uma porta fechada ou portão. As vezes um cachorro pode mostrar os sinais de ansiedade de separação quando uma pessoa específica não está ou não está disponível. Se existe um laço emocional muito forte com uma pessoa específica da família, por exemplo, é comum isto ocorrer.

 

E quais são os sinais mais comuns de ansiedade de separação de cachorro?

Sinais que apresentam quando estão sozinhos:

Os 3 sinais mais comuns são:

– urinar ou defecar fora do local adequado,

– destruir de objetos, brinquedos, móveis, etc,

– vocalizar excessivamente (latir sem parar, uivar, ganir, etc).

Como esses comportamentos ocorrem quando os tutores não estão presentes é comum, ao chegar em casa, você encontrar algumas “surpresas” não muito agradáveis… Xixi fora do lugar, lixo pela casa toda, sofá rasgado, vizinhos irritados são histórias comuns nesses casos.

Alguns outros sinais que também podem estar presentes são:

– o cachorro saliva muito, chega até a babar as vezes,

– o animal fica ofegante por muito tempo e até em alto som,

– o pet fica andando em círculos, para frente e para trás, ou fazendo o perímetro do local,

–  fica paralizado, imóvel,

– ele treme ou sacode todo o corpo (como quando sai do banho, mas dessa vez não está molhado nem pós banho)

– animal não se alimenta

Mas como o tutor não está em casa, são sinais mais difíceis de percebermos.

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E como se comportam esses animais quando NÃO estão sozinhos? 

Os cachorros que estão sofrendo de ansiedade de separação, quando estão acompanhados da família, podem apresentar comportamentos completamente comuns. Mas alguns cães podem insistir em estar sempre do lado das pessoas da família (ser “a sua sombra” pela casa). Ou também podem querer estar sempre em contato físico com as pessoas. Pedem carinho, lambem… Ou seja, precisam SEMPRE estar em contato com as pessoas da família. O mais comum, porém, é ele ser um cachorro completamente “normal” quando está acompanhado das suas pessoas amadas.

É interessante pois muitos animais que nunca haviam apresentado sinais de ansiedade de separação de cachorro, as vezes quando mais velhos começam a mostrar esses sinais após alguma mudança na rotina. Por exemplo: mudança de casa, viagens mais longas do tutor,mudança na rotina do tutor (ex: volta a trabalhar, começa a passar mais tempo no trabalho…), estadia em hoteis de cães com muito animais e alto índice de estresse, mudanças nos laços sociais (ex: nascimento de um filho dos tutores, a entrada de um novo pet na família)…

E como sei se isso está acontecendo com o meu cachorro?

Antes de mais nada é importante ressaltar que o diagnóstico de ansiedade de separação de cachorro deve ser efetuado por um profissional da área do comportamento animal. Diversos outros problemas, físicos ou comportamentais, podem ser confundidos. O profissional coletará dados do animal, como história de vida e comportamentos, e também coletará informações sobre os hábitos da família. É muito importante saber, por exemplo, o que as pessoas e o animal fazem quando saem de casa ou quando retornam à casa.

Avaliar os sinais, como xixi fora do lugar, destruição das coisas da casa e vocalização excessiva é indispensável. É recomendado, portanto, que os tutores deixem uma câmera em casa, filmando o animal enquanto fica sozinho. Informações importantes podem ser coletadas dessa forma.

Conversar com vizinhos também pode ser uma boa idéia, já que é comum eles sofrerem com os barulhos.

E lembre-se que na ansiedade de separação:

– esses sinais ocorrem todas as vezes que o tutor (ou um dos tutores) não está em casa,

– esses sinais não acontecem quando o tutor está em casa.

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A ansiedade de separação de cachorros ocorre mais comumente em alguma raça, idade, sexo…?

Hoje, segundo os estudos científicos efetuados a respeito da ansiedade de separação de cachorros, não existem raças mais predispostas. A idade e o sexo do animal também parecem são fatores relevantes. Ou seja: todos os cachorros podem ser acometidos! Dois estudos de 2005, porém, indicaram que é mais comum ocorrer em animais adotados de abrigos (estudo 1 e 2). Além disso, parece ser mais comum também em cachorros idosos. Isso ocorre, provavelmente, devido à haverem outros problemas médicos concomitantes, declínio cognitivo devido à idade, e ao fator de animais mais velhos serem menos adaptáveis à mudanças e estresse.

 

Então o que fazer?

É muito importante buscar por ajuda profissional. E esteja muito atento ao profissional que atenderá seu amigão. Se ele usar termos como “dominante”, “submisso”, “alfa”… Fuja dele! Estes são termos obsoletos, que a ciência do comportamento animal já há alguns anos sabe que não fazem sentido. Também esteja atento ao uso de punições (a adição de estímulos ao ambiente que sejam aversivos ao animal). Você poderá buscar por médicos veterinários que atuam apenas na área do comportamento (como eu) ou por educadores/adestradores de cachorros que estejam por dentro das técnicas mais modernas de reforço positivo (adicionar estímulos ao ambiente que sejam prazerosos ao animal, como petiscos, brincadeiras, elogios, carinhos). É possível que seu amigo precise tomar medicamentos específicos caso o quadro esteja muito grave. Mas estes só devem ser prescritos por um médico veterinário que tenha conhecimentos na área, não busque por um clínico geral para isso.

Esses quadros acabam também gerando muito estresse para os tutores. Imagine ver seu amigo sofrendo todos os dias sempre que você sai de casa? Realmente não é simples. Então, faça o seu papel de tutor responsável e busque por um profissional qualificado. E, durante o processo de mudança comportamental, tenha muita paciência, dê tempo ao tempo, pois mudanças comportamentais não acontecem de um dia para o outro. Não se frustre, alinhe expectativas com o profissional e se dedique todos os dias para melhorar a vida de sua família humana e animal!

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Você sabia que nos quadros de ansiedade de separação de cachorro é comum os animais destruírem vasos e até mastigarem folhas de plantas quando estão sozinhos? E você sabia que algumas plantas são tóxicas e podem até levar os cachorros ao óbito? 

Montamos, então, um manual gratuito sobre plantas Tóxicas para Animais para você baixar e rapidamente descobrir quais plantas podem machucar seu pet! O que você vai aprender:

– a diferenciar as plantas, tanto pelo seu nome popular quanto pelo nome científico,

– conseguir prevenir acidentes graves,

– e a socorrer mais rapidamente caso algo aconteça.

 

Sugerimos que leia este artigo novo sobre como prevenir e combater a ansiedade de separação


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