Cachorro tem emoção?

O Professor de neuroeconomia da Universidade Emory, Gregory Berns, autor do livro “Como os cachorros nos amam: um neurocientista e seu cão adotado decodificam o cérebro canino” teve um artigo muito interessante publicado no jornal New York Times. Hoje o artigo já é um dos mais lidos e compartilhados. E porque tamanho interesse? Gregory Berns adicionou evidências às já populares idéias da complexidade emocional e da vida dos cães, e à importante Declaração de Cambridge da Consciência Animal assinada pelos maiores pesquisadores da área no final do ano passado em julho de 2012.

O pesquisador, com o o objetivo de entender o funcionamento do cérebro dos cachorros e o que eles pensam de nós, humanos, estudou cérebros de cães através de de ressonâncias magnéticas (feitas com cães acordados e sem contenção, previamente treinados para este procedimento). Neste artigo o autor apresenta sua conclusão após treinar e escanear dezenas de cães: cães também são pessoas.

 

“A habilidade de experienciar emoções positivas, como amor e apego, significariam que cachorros têm um nível de consciência comparável à uma criança humana. E essa habilidade sugere um questionamento à maneira como tratamos os cães.”

* Texto escrito por Carolina Rocha. Se quiser citar o conteúdo, por favor cite a autoria e fonte. Todos os direitos reservados. Plágio é crime.

 

 Alguns trechos interessantes que traduzi literalmente:

” Por que os cães não podem falar, cientistas se basearam em observações comportamentais para inferir o que os cachorros estão pensando. Isto não é fácil. Você não pode perguntar por que um cão faz algo. E você certamente não pode perguntar a ele como se sente. A idéia de investigar emoções de animais gera medo em muitos cientistas. Afinal, a pesquisa animal é um grande negócio. Tem sido fácil colocar de lado difíceis questões sobre a consciência animal e emoções pois elas não têm sido respondidas. Até agora.”

 

“A prática veterinária convencional afirma que é necessário anestesiar os animais para que eles não se movam durante a ressonância. Mas você não pode estudar funções cerebrais em um animal anestesiado. Pelo menos não pode estudar nada interessante como percepção ou emoção.”

“Utilizamos apenas métodos positivos de treinamento. Sem sedação. Sem contenção. Se os cachorros não quisessem estar na máquina de ressonância eles podiam sair”

 

“Com a ajuda do meu amigo Mark Spivak, um treinador de cães, nós começamos a ensinar Callie <a cachorra do pesquisador> a entrar em uma máquina de ressonância falsa (simulação) que construi [o autor] na minha sala.”

“Após alguns meses de treino e alguns testes na máquina real, nós fomos recompensados com os primeiros mapas de atividade cerebral. Para os nossos primeiros testes nós medimos a resposta cerebral de Callie à dois sinais de mãos quando ela estava dentro da máquina. Em outros experimentos, ainda não publicados, nós determinamos que partes do seu cérebro distinguiram os cheiros de cachorros e humanos, familiares e não familiares.”

“Apesar de estarmos apenas começando a responder questões básicas acerca do cérebro canino, nós não podemos ignorar a impressionante similaridade entre cães e humanos, tanto na estrutura quanto na função de uma região chave do cérebro: o núcleo caudado. Rico em receptores de dopamina, o núcleo caudado fica entre o tronco cerebral e o cortex. Em humanos, o nucleo caudado tem um papel importante na antecipação de coisas que gostamos, como comida, amor e dinheiro. Mas podemos unir essas associações e inferir o que uma pessoa está pensando apenas a partir da medida de atividade do núcleo caudado? Devido à enorme complexidade como diversas partes do cérebro são conectadas umas às outras, geralmente não é possível indicar uma única função cognitiva ou emoção para uma única região cerebral. O núcleo caudado, porém, pode ser uma excessão. Partes específicas dele se diferenciam por causa de sua ativação consistente às muitas coisas que os humanos gostam. A ativação do núcleo caudado é tão consistente que nas circunstâncias certas, ele pode previr nossas preferências por comida, música e até beleza.”

 

“Em cachorros nós encontramos que a atividade do núcleo caudado aumentou em resposta à sinais de mãos indicando comida. Ele também foi ativado com cheiros de humanos familiares. E, em testes preliminares, ele foi ativado quando o tutor retornou à área de visão do cão após ter permanecido alguns instantes fora do seu alcance de visão. estes achados provam que os cães nos amam? Não necessariamente. Mas muitas das mesmas coisas que ativam o núcleo caudado de humanos, que são associadas com emoções positivas, também ativam o núcleo caudado de cães. Os neurocientistas chamam isto de homologia funcional, e isso pode ser um indicador de emoções caninas.”

“A habilidade de experienciar emoções positivas, como amor e apego, significariam que cães têm um nível de consciência comparável à uma criança humana. E essa habilidade sugere um questionamento à maneira como tratamos os cachorros.”

“Cachorros há tempos têm sido considerados propriedade. Apesar do Ato de Bem Estar Animal de 1966 <que já citei no artigo> e leis estaduais [norte americanas] que aumentaram os requisitos para os tratamentos dos animais, eles solidificaram a visão dos animais como coisas – objetos que podem ser descartados ao menos se o mínimo de cuidado foi efetuado para minimizar seu sofrimento. Mas agora, com a utilização da ressonância magnética para afastar as limitações do behaviorismo [aqui eu, Carolina, discordo – ao ler isso minha opinião é que o autor desconhece o behaviorismo a fundo e por isso afirma isso], nós não podemos mais nos esconder das evidências. Cachorro tem emoção SIM, assim como nós temos. E isso significa que nós precisamos reconsiderar seu tratamento como propriedade.”

 

* Texto escrito por Carolina Rocha. Se quiser citar o conteúdo, por favor cite a autoria e fonte. Todos os direitos reservados. Plágio é crime.


Temos uma equipe pronta para te ajudar, nos conte mais sobre o seu pet 🐶🐱

Seu nome (obrigatório)

Seu e-mail (obrigatório)

Seu telefone

 Dog Walker (Passeio) Pet Sitter (Visita) Hospedagem familiar

Nos conte mais sobre seu peludo

Comente com Facebook
0 Comments

Leave a Comment